José de Alencar

José Martiniano de Alencar nasceu em 1 de maio de 1829, em Messejana (Ceará), e morreu em 12 de dezembro de 1877, no Rio de Janeiro. Formado em advocacia, exerceu pouco tempo a profissão, dedicando-se à política, ao jornalismo e, sobretudo, à literatura. Romancista, dramaturgo, crítico, político, jornalista e poeta, Alencar é uma das figuras mais importantes do século XIX brasileiro, tendo publicado duas dezenas de livros de prosa ficcional, oito peças de teatro, crónicas, poesia e crítica literária. A sua obra ficcional costuma ser dividida em três categorias: romances históricos, regionalistas e urbanos. Essa forma de divisão ecoa a proposta pelo próprio Alencar, que apresentava a sua obra, no prefácio a Sonhos d’ouro, como um panorama do desenvolvimento histórico da nação. Se os seus romances mais importantes foram produzidos segundo um projeto, como pretende o seu autor, ou ao sabor dos contratos editoriais e das inclinações de momento é uma questão de menor importância. O certo é que, de uma forma ou de outra, a obra de Alencar realmente cobre, do ponto de vista temporal e espacial, um amplo espectro das questões do tempo, despertando e satisfazendo, ao longo da segunda metade do século XIX, a curiosidade sobre as várias épocas e as diferentes regiões de um país para o qual a identidade e a unidade eram não só um problema, mas também um programa de Estado.

 

 

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